Quadrinho

HQ. THORVAND O GIGANTE DO NORTE

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por Crisrobert Cartoon
Criado 16/03/2021 | Campo Magro
R$434 Arrecadado | R$10.000 objetivo 4.34%
  • 8 Apoiadores
  • Sem prazo
THORVAND
Quem é?
Qual foi a sua trajetória?
Quem é Thorvand?
Thorvand é um viking que desistiu de guerrear e conquistar em nome de reis e comandantes para viver segundo o seu próprio ideal.
Ele decidiu viver do que a terra podia lhe dar – como um caçador – mas, a partir da primeira aventura Thorvand o Gigante do Norte ele tomou para si a missão de salvar vidas!
Agora, diferente do passado, para ele toda vida tem seu valor!
Saga1
Em “Thorvand: o Gigante do Norte”, ele é convocado para treinar o sucessor do governante de Hercia, mas uma besta resolveu fazer do vilarejo a sua área de caça. É nesta aventura que ele se descobre como um resgatador de vidas. Então, contrariando a imagem da maioria dos Vikings, Thorvand encontrou o sentido da sua vida em salvar as dos outros.
Thorvand mantém a sua personalidade livre de rotulagem, no entanto, a cada história, os personagens que o rodeiam fazem ele demonstrar os seus verdadeiros valores.
Ele começa as suas aventuras como um guerreiro solitário mas, aos poucos revela que prefere estar ao lado de sua companheira Breda e seu lobo amigo Patas Pretas – ambos “caem de cabeça” nas aventuras de resgate com ele.
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Trajetória do Thorvand no desenvolvimento técnico das HQs
Palavras de Crisrobert Caires
O “Thorvand: o Gigante do Norte” foi adaptado do livro escrito dois anos antes do lançamento da HQ. As demais aventuras foram criadas direto para esta forma genial de contar história. Engana-se quem pensa que é fácil criar uma HQ! Para Marta roteirizar quadrinhos é bem mais complicado que escrever um livro. Ela diz que numa HQ você tem que ir direito ao ponto. As cenas selecionadas são somente as que servem para contar a história. Ela também acha difícil escolher apenas uma “foto estática” para representar toda uma cena que na cabeça do leitor deve estar em movimento. Do lado da ilustração, você tem que desenhar todos os dias o seu personagem, porque não pode haver diferença no traço entre o início e o fim de um mesmo volume. Você tem que estudar sempre novos materiais, ângulos de cena, proporções e perspectivas. Eu e ela fazemos todo o processo de produção do Thorvand. Eu fico com a ilustração, impressão, e divulgação (materiais para redes sociais). Ela cria a história, roteiro e atua na parte administrativa (planejamento, controle de custos, compra de materiais e venda das revistas). Nossa produção é totalmente independente e com recursos próprios. Nossa missão é ter sempre uma boa história pra contar!
A evolução do traço acontece naturalmente com a minha evolução na técnica do desenho.
A personagem foi originalmente pensada com traços cartunizados (primeira história) e à medida que a personalidade do Thorvand foi se solidificando, elementos técnicos novos foram sendo adicionados para acompanhar essa evolução.
Também pensei em resgatar uma técnica antiga, a do grafite – que não se vê mais por aí em quadrinhos. Os leitores apreciaram muito, porque deu um tom super artístico, ao contrários da maioria que vemos hoje que são digitais.
Todas as páginas são grafitadas em A3, depois enviada ao computador, onde são feitos ajustes para a impressão. As ilustrações não são retrabalhadas.
Houve uma evolução natural na parte da impressão também. Os 4 volumes de “Thorvand: o Gigante do Norte”, foram impressos em papel offset. É um papel mais barato, mas não mostra os detalhes menores da ilustração. Nos 4 volumes da segunda história, “Thorvando: o Matador de Dragões”, produzimos com o papel couchê, e isso aumentou as nuances da técnica utilizada. Tivemos que ajustar também a textura da folha de papel usada no original e combinar com a qualidade do grafite dos lápis.
Na terceira história – impressa em apenas dois volumes –, “Thorvand: o Voo do Falcão”, tivemos alguns desafios. No primeiro volume, é possível ver uma evolução grande no traço das personagens e nos diálogos. As ilustrações são mais limpas, com muitos closes e cheias de detalhes. Encontramos a combinação perfeita do papel e do lápis para o efeito que gostaríamos de produzir na impressão. Só que a pandemia chegou durante a produção do volume dois e ficamos sem os matérias de arte finalização, pois eles (lápis e papel) são importados. Tivemos, então, que inovar! Fiz a arte finalização no digital, mas preservando o traço original do papel. A diferença ficou bem grande! Como não fizemos um lançamento físico, como em todos os demais volumes, ainda não tenho o retorno dos leitores sobre essa alteração. Foi muito material físico produzido. Fizemos uma exposição no museu MUMA, em Curitiba, só com os originais da primeira saga, e ainda faltou espaço na sala.
Outro ponto curioso é que, mesmo sendo casados, eu e a Marta, e mesmo acreditando nas mesmas coisas, convivendo há anos juntos, nós tivemos que ter um casamento artístico também. Levou certo tempo para que criássemos uma forma de trabalhar juntos, de nos comunicarmos a ponto de eu entender exatamente o que ela queria que eu ilustrasse. Sei que existem padrões de roteiro no mercado, no entanto, não funcionou pra nós. Ainda temos que progredir muito nesse quesito, pois o processo de criação da história, divisão das páginas e criação do roteiro demora mais do que eu gostaria. Mas vamos dar um desconto pra ela, que só tem os fins de semana pra se dedicar aos projetos.
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Qual é o segredo para manter o perfil da personagem em todas as histórias?
Procuramos estabelecer alguns conceitos centrais:
1) as personagens têm que contar a sua história; se certos comportamentos ou traços da personalidade forem determinantes para o rumo da história, certamente estarão no roteiro;
2) se o tema principal é determinado por uma característica marcante da personagem, então, o enredo todo se cercará dela para contar a história que se passou com a personagem por causa de determinada peculiaridade;
3) não rotulamos as personagens e histórias, porque os sentimentos envolvido na trama são comuns a qualquer ser humano, independente de como a pessoa escolha viver;
4) não rotulamos as histórias e personagens, porque o imaginário é de cada um; se o objetivo é fazer o leitor se colocar na posição da personagem, de que adianta rotular? A história tem que estar aberta para que qualquer um possa imaginar-se sendo a personagem principal ou o coadjuvantes ou, ainda, se ver no mero figurante que faz uma ponte para a outra página ou capítulo;
5) não rotulamos nossas histórias, porque não queremos restringir o nosso público a apenas um nicho do mercado, salvo quando criamos histórias especificamente para o público infantil, que ainda não é alfabetizado ou está no início do processo de alfabetização.
Para mim e minha esposa definir essa linha mestra trata-se de uma escolha que vai ao encontro da nossa vontade de nos comunicarmos com o maior número de leitores possíveis, independente da idade, de onde vive ou de como vive. O mercado atual de HQs tem criado releituras das personagens de forma a atingir a apenas um nicho do mercado: os jovens. Não acredito que eles queiram de fato agradar àqueles que eles dizem representar, porque o comercio é cruel e vive de vendas. Focar em apenas um grupo pequeno – se comparado ao todo – não arrecada a verba necessária para as custas de produção. Por isso, eles miram na juventude usando conceitos como a diversidade para chegar até esses leitores, disseminar seus novos conceitos e, claro, vender.
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"UNA-SE A THORVAND NESTA AVENTURA."
Que poder tem uma história ou uma personagem?:
É certo que todos nós já fomos marcados por uma história e já admiramos certo personagem a ponto de querer ser como ele quando crescêssemos!
Uma pesquisa feita recentemente no Japão, pela instituição educacional Benesse, em escolas do ensino fundamental, concluiu que, em 2020, as crianças admiraram mais um certo personagem de mangá/anime que seus próprios pais. Nessa pesquisa, o nome da personagem principal foi mais vezes escolhida que a palavra “mãe”. A palavra “pai” ficou em quinto lugar.
Ainda é necessário dizer mais algo mais sobre o poder das histórias? Particularmente, conheço essa personagem e sei que as crianças tiveram uma boa influência em questão de valores e cultura oriental. Agora, se avaliarmos a estética do trabalho ,eu realmente não sei dizer o quanto o excesso de violência pode afetar uma criança nesta idade. Então, o que acontecerá quando os pais não conseguirem acompanhar os seus filhos, ou quando eles receberem essas influências antes dos responsáveis lhes ensinar os seus próprios valores? Pode ser que uma ou outra história não influencie tanto assim, mas, e se for um enxurrada delas repetindo sempre os mesmos conceitos?
Fiz uma estatística bem básica, só dos filmes que eu vi entre 2008 e 2019. Assisti a 23 filmes de super-heróis nesse período, que parece ser longo. Arredondando, dá dois por ano. No entanto, não consigo mensurar quanto tempo gastei falando deles nas redes sociais, no meu círculo familiar, na escola e indicando aos meus amigos. Contei aqui só os filmes. Imaginem esse mesmo ciclo acontecendo também, e ao mesmo tempo, com histórias em quadrinhos, programas de TV, músicas etc? É uma situação extremamente preocupante de conceitos chegando a toda uma nova geração.
Card%20foto%2001_1615919185.pngPor que vocês decidiram criar histórias em quadrinhos?
Acreditamos em nosso trabalho porque queremos dar a oportunidade dos leitores terem histórias tão boas quanto as que nós tivemos. Muitos títulos, como o Príncipe Valente, as histórias da Coleção Vagalume, Tarzan, as grandes personagens da História Universal estão sendo retiradas de circulação, ou faz muitos anos desde a sua última publicação. É óbvio que temos um longo caminho a percorrer para chegar perto da criatividade e grandiosidade das histórias que nos trouxeram até aqui. Mas, quando imaginamos que elas não estão mais disponíveis e o quanto seria difícil para produzi-las novamente no Brasil, nós nos lançamos nesta missão de tentar recriar uma diversidade de pensamentos e ideias tanto quanto pudéssemos produzir. Desde o início de 2010, conseguimos fazer chegar ao nosso público as três sagas do Thorvand — que dividimos em dez publicações — e um livro infantil do Dentinho. Ainda temos mais três livros aguardando verba para publicação e uma porção de ideias na cabeça esperando para virar histórias. Essa lentidão se deve à nossa forma independente de produção. A verba vem do nosso próprio bolso e a Marta não consegue dedicar-se cem por cento a este trabalho. Ainda não é possível viver dele, financeiramente falando. Um outro fator muito importante é que, para “dar preço” popular às revistas, nós tivemos que aprender a fazer tudo na cadeia de produção. Enquanto numa produtora normal de quadrinhos tem pelo dez profissionais – trabalhando só na produção – e mais o time de distribuição, marketing e outros, para produzir um quadrinho por mês, nós fazemos todo o trabalho desses profissionais e conseguimos produzir um volume, que às vezes nem é uma história inteira, por ano. Bom, quanto ao alcance da nossa obra, está em nível local. Buscamos a todo momento formas para expandir, num trabalho bem tradicional no melhor estilo boca-a-boca. Isso não nos faz desaminar, de forma alguma, porque cada vida alcançada tem muito valor para nós!
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Além de Thorvand, vocês tem mais algum outro material e o que pretendem fazer para o futuro?
Temos intrabalhável feito para o público infantil. O Dentinho é um pequeno TRex que foi criado para mostrar como as coisas que fazemos hoje eram feitas na época dele. “Dentinho e a leitura” é uma história bem-humorada e fala de como era a leitura no jurássico. O pequeno dinossauro questiona o motivo dos seus amigos não terem curiosidade em “ler” os sinais à sua volta, porque ele estava sendo muito beneficiado pelo conhecimento gravado nos lugares por onde passava. E, no final, fica uma pergunta para o leitor, de cunho pedagógico, é claro: será que os dinossauros teriam sido extintos se soubessem ler?
Fazer material para os pequeninos dá muito mais trabalho e é mais caro. Isso acontece porque temos que escolher os grupos de palavras indicados para a faixa etária, ou que seja fácil para um adulto servir de narrador e mediador, temos que encaixar a história e a ilustração de acordo com a experiência já vivida pela criança, ou que seja fácil para a sua comparação. Já faz tanto tempo que a gente foi criança, e precisamos de muita pesquisa adicional. E é caro, porque a criança gosta de livros coloridos. Impressão de páginas coloridas custa o dobro ou mais que páginas em preto-e-branco. Mas não tem preço a satisfação de ver uma criança falando do seu personagem e da sua história. Com certeza queremos criar mais histórias para os pequenos!
Quais são os planos futuros para Thorvand e para a sua editora, a Crisrobert Cartoons?
Crisrobert: Desejamos coroar o Thorvand com mais duas histórias em quadrinhos e depois publicar o livro ilustrado que originou a primeira saga. Também está nos nossos planos publicar mais aventuras pedagógicas do Dentinho. A Marta tem planos para criar uma história com os causos dos personagens folclóricos que ouvia quando era criança, misturando com ficção de aventura. Também temos uma proposta em mente para um público acima dos 14, na qual introduziremos alguns conceitos mais complexos que o infanto-juvenil. Pretendemos continuar com o propósito de emocionar sem ser apelativo na imagem ou na linguagem. Queremos que a Crisrobert Cartoons tenha sempre uma boa história para contar!
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